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Mostrando postagens de maio, 2010

"A Descoberta do Amor Próprio"

É uma luta constante... Tudo o que passamos Se sorrimos ou choramos Tudo depende das escolhas que fazemos Do caminho que optamos O demônio do meu corpo Recusava-se a ouvir A santa voz da minha razão E colhia sempre o fel da desilusão Por querer escutar um coração Que sempre teve medo de andar sozinho A doce felicidade do momento Nunca valeu o amargo das decepções Até que um dia aconteceu... Descobri o que é amor próprio Pela primiera vez detectei o mal que me rondava E consegui dizer: -Não! Optei não pela solidão Mas pela liberdade de fazer outras escolhas Trilhar um caminho diferente Às vezes eu mesma não acredito em mim E no quanto eu aprendi a ser feliz sozinha By Déo Gadelha

"A Emoção Amparada Pela Razão"

Um dia já cheguei a acreditar Que poderia ser feliz para sempre Com o tempo aconteceram coisas Que me deixaram triste e sem esperança E vi que muito do que eu acreditava não era verdade E felicidade no amor em tempo integral é uma delas O que temos são momentos felizes E momentos felizes não são para sempre O que começava sorrindo, terminava chorando Aprendi que tudo passa Aqueles que amamos, por um ou outro motivo Serão sempre os primeiros a nos dizerem adeus Mas, se ser feliz para sempre é impossível Eu quero ter momentos felizes E momento é tudo aquilo que estamos dispostos E podemos nos proporcionar Enquanto você quiser... Escolhi você Não vou dizer que "não" A não ser que você queira que eu o faça Moral da história: Não estou livre de me apaixonar Mas não me permito ter ilusões By Déo Gadelha

"Da Promessa"

Prometi nunca mais me apaixonar Me apaixonei Prometi que se acontecesse não iria confessar Confessei Prometi ser minha a responsabilidade e nunca ter ilusões Te esperei Prometi que jamias faria cobranças Cobrei Prometi tantas coisas e também não te dizer de novo adeus Sinto muito, te amo, mas cansei Prometi não lamentar quando você partisse Perdão, chorei! By Déo Gadelha

"Sentimento"

É um sentimento que não é egoísta, não exige nada, não pede nada que eu não possa dar e não tenta me dar o que não quero ter. Sentimento que nasceu da amizade, que possui compreensão, onde o olhar e as palavras substituem a carne. Sentimento diferente esse que tenho em que o pouco é suficiente e o suficiente é o bastante. O tempo é o maior adversário deste sentimento... Sentimento singelo e simples esse que sinto, onde o teu beijo e o toque das tuas mãos no meu corpo substituem o que eu queria ouvir. Sentimento puro em que o querer bem a quem se quer por perto é o máximo a que meu coração se atreve, mesmo que esse alguém não esteja tão perto assim. Sentimento que se dispõe a curar a dor do teu coração, mesmo sabendo que nele não há espaço para ficar. Sentimento que te deixa livre para partir a qualquer hora e que vai esperar sempre que você queira voltar. By Déo Gadelha

"In Memorian"

Dizem que Deus chama mais cedo Os melhores para junto Dele... Tento me confortar com isso Com o sessar das gargalhadas Com a luz da quadra apagada Livros e cadernos fechados Computador desligado Sonhos aqui interrompidos Quem abriu mão de muita coisa Em busca de conhecimento E nos deixou sua marca registrada: Vontade e Talento Hoje alça voos mais altos Vivendo e aprendendo agora em outra dimensão Sei que me olha torcendo E já não sendo mais a mesma Para confortar a saudade do meu coração Recordo suas gargalhadas E de quando a luz da quadra ficava acesa... By Déo Gadelha

"Apresentação"

O poeta é um ser mágico: consegue transformar letras em emoções. É aquele ousado que tenta explicar para o mundo o que se passa dentro de si e do próprio mundo. Um ser humano que se utiliza das palavras para realizar seu desejo mais profundo: conhecer a si próprio. O poeta é isto: um exercício de autoconhecimento, antes de tudo. As poesias que aqui estão não fogem à regra. São bússolas por onde uma jovem mulher navega tentando, através das palavras que escreve - ou dos sentimentos que desvenda em si - descobrir o seu caminho. Ela fala, juntando letras, formando palavras e ordenando frases, da saga do ser humano na aventura apaixonante e única que é viver. Cumpre-se aqui mais uma vez a função da poesia. Deolinda, uma poetisa. Por: Simone Simões Gadelha em 12/01/2001 (In Memórian) Há 10 anos resolvi organizar minhas poesias num caderno. Fiz com todo cuidado uma espécie de livro manuscrito, o qual eu mesma desenhei sua capa, escolhi seu nome que por sinal é o mesmo nome dado ao Blog, nu...