"Ficar Só" - Parte III


Ontem, conversando com uma amiga, ouvi o seguinte relato (resumindo): ”Saí com um carinha ontem... Mas hoje estou me sentindo mais arrependida do que satisfeita porque não existe sentimento entre nós. Gosto da cia dele, mas sei que não vai passar disso”.
Respondi que ela deveria aprender a relaxar e a curti o momento sem ficar pensando em compromisso, digo, sem criar expectativas.
Ela me respondeu o seguinte: “Mas eu quero compromisso! Não quero morrer sozinha! Será que sou tão chata ou sem atrativos que não arrumo ninguém que me ame”?
Confesso que empasmei... Respondi a ela com minha filosofia: “Ponha uma coisa na sua cabeça: Viemos ao mundo e saímos dele sozinhos, por que motivo para vivermos nele felizes tem que ser com alguém? Você não é chata e nem sem atrativos, no entanto, ninguém ‘arruma um amor ou alguém que o ame’, as coisas simplesmente acontecem. Óbvio que sexo com amor é o paraíso, mas sem amor também pode ser bom”.
Já falei mais de uma vez sobre o assunto, e mesmo que pareça redundante não consigo entender o porquê a maioria das pessoas vincula sua ideia de felicidade baseadas em ter alguém ao lado. Às vezes me pergunto se me tornei uma pessoa fria, porque na verdade confesso que nem sempre pensei desta maneira, mas prefiro acreditar que esse novo modo de pensar está relacionado ao meu amadurecimento como pessoa.
Não vejo no meio em que vivo pessoas sendo mais felizes que eu pelo simples fato de estarem casadas, são felicidades diferentes, e por vezes vejo que minha vida solteira é bem melhor que a de muita gente que conheço que “tem alguém”.
Vejo tanta gente presa à gente que não tem nada a ver consigo por medo de encarar a vida sozinha, receio do que vão falar, pela cobrança de terceiros, por conveniência financeira, pelos filhos, por costume, por masoquismo, enfim por diversas razões que não amor, paixão, cumplicidade, afinidade, que, para mim realmente não faz sentido. É muita gente junta sem um motivo bom e prazeroso para está junto. E eu simplesmente não foco minha energia nisso. E penso que minha amiga e muita gente deveriam fazer igual.
Veja desta forma: somos livres para fazer escolhas! Redirecione sua energia para você mesma. Para seu crescimento espiritual, intelectual, profissional, financeiro. Realize-se como pessoa. Procure sua alegria em sua família, em seus amigos, em pessoas com quem você realmente pode contar... Relaxe... Quando o amor acontecer, será um bônus, um coadjuvante, um complemento e não o principal, e de forma alguma o pilar da estrutura que você terá criado. E se um dia ele “desacontecer” tudo que você tiver construído continuará de pé, inclusive você.

 By: Déo Gadelha

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